Por que o bolso do pequeno investidor deve ficar atento a essa conta milionária
Hapvida – A operadora de saúde pode desembolsar R$ 57 milhões para remunerar seus nove conselheiros em 2026, valor que equivale a cerca de 20% do lucro previsto para o ano, conforme carta pública da gestora Squadra divulgada recentemente.
- Em resumo: O gasto proporcional é 16 vezes maior que o da segunda empresa mais cara do Ibovespa.
Quando a cadeira do conselho pesa mais que o desempenho da ação
Desde o pico de 2022, os papéis da Hapvida já recuaram mais de 90%, mas a remuneração dos conselheiros segue blindada contra oscilações, prática vigente em cerca de 80% das companhias listadas no país, segundo o IBGC.
Nos EUA, 96% das empresas do S&P 500 pagam parte do conselho em ações restritas (RSUs); no Brasil, só 21% adotaram o modelo em 2025.
Alinhamento ou conflito? O debate que chega às assembleias
Planos de ações para conselheiros, como o de até 1% do capital reservado a um único membro na Vivara, viraram ponto de tensão entre investidores e empresas. Especialistas em governança defendem que a participação acionária cria skin in the game, mas alertam para o risco de conflitos quando o próprio board aprova vantagens para si.
Para o investidor pessoa física, a conta aparece na rentabilidade final: cada real direcionado a honorários que não se ligam ao desempenho pode reduzir dividendos ou apertar o caixa em momentos de alta de juros e inflação, que já corroem o poder de compra das famílias, de acordo com análise da Exame.
O que você acha? Conselheiros deveriam ganhar parte do pagamento em ações para sentir o mesmo risco dos acionistas? Para acompanhar outros temas que impactam o seu bolso, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida