Documento tradicional ganha versões digitais e mantém o controle na mão das empresas
boleto bancário – Mesmo após a popularização do Pix, o meio de pagamento segue firme no setor corporativo: entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, abasteceu transações que somam R$ 3,7 trilhões, de acordo com a consultoria Qive. Para o caixa das empresas, a previsibilidade ainda fala mais alto que a velocidade.
- Em resumo: o boleto concentra a maior parte dos recebíveis B2B porque permite prazo definido, conciliação automática e cobrança formal.
Pix é instantâneo, mas a gestão de prazo decide o jogo
Enquanto o consumidor final adota QR Codes sem pensar duas vezes, o universo B2B prioriza questões de fluxo de caixa. Especialistas lembram que, mesmo com liquidez imediata, o Pix não oferece a mesma facilidade de agendar vencimentos ou aplicar juros automaticamente — funcionalidades nativas do boleto. Dados do G1 Economia mostram, inclusive, que grandes fornecedores mantêm o modelo híbrido: a mesma cobrança traz linha digitável e QR Code, cabendo ao cliente escolher.
“Para a empresa, o boleto deixou de ser apenas meio de pagamento e virou ferramenta de gestão financeira”, destaca Victor Papi, da Transfeera.
Impacto direto no fluxo de caixa e no preço final dos produtos
Com a taxa básica de juros ainda em dois dígitos e a inflação de serviços em alta, segundo o último IPCA do IBGE, cada dia de capital parado pesa na planilha. O boleto, ao permitir negociar prazos sem recorrer a linhas de crédito, ajuda a proteger margem e, em última instância, influencia o valor que chega à gôndola ou ao cliente final.
O que você acha? O modelo híbrido (boleto + Pix) é o futuro ou já passou da hora de as empresas migrarem de vez? Para entender outras tendências que mexem com seu bolso, acesse nossa editoria especializada.
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