Margem menor e parcelamento estendido podem aliviar o salário, mas exigem cautela
Consignado dos servidores federais – A partir desta semana, qualquer empréstimo descontado em folha só será liberado com autorização expressa do funcionário público, enquanto o limite de comprometimento do salário cairá gradualmente e o prazo de pagamento chega a 120 meses.
- Em resumo: autorização prévia vira regra e parcelas podem ser distribuídas por até 10 anos.
Aval obrigatório pretende frear fraudes
Pela nova norma, bancos devem provar que o servidor deu consentimento claro antes de liberar o crédito. A medida surge depois de um aumento de queixas por descontos indevidos, segundo dados do Procon, e faz parte do programa federal que mira o superendividamento.
Sem o “ok” formal do servidor, a operação será considerada nula – estratégia que busca estancar abusos em ligações e contratações digitais.
Prazo maior cabe no bolso, mas eleva custo final
O teto de 96 parcelas sobe para 120, o que reduz a prestação mensal e pode aliviar o orçamento. Porém, o juro continua correndo por mais tempo e encarece o valor total da dívida. Especialistas sugerem comparar taxas entre bancos, já que um ponto percentual faz diferença em contratos longos.
Além disso, a margem consignável de 40% começa a encolher em 2027 – dois pontos percentuais por ano até chegar a 30% em 2031. Em tempos de inflação que ronda 4% ao ano, segundo o IBGE, comprometer menos salário com empréstimo ajuda a preservar poder de compra para contas essenciais, como alimentação e moradia.
O que você acha? A autorização prévia e a redução da margem vão de fato proteger o servidor ou apenas adiar o endividamento? Para acompanhar outras mudanças que pesam no seu bolso, visite nossa editoria de consumo.
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