Projeções indicam calor extremo e risco de enchentes no Brasil
El Niño – Relatório da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA) divulgado em 14/03 projeta 82% de chance de o fenômeno se formar entre maio e julho de 2026 e 96% de atuar com força total no verão 2026/27, cenário que ameaça elevar despesas com energia, pressionar a safra de alimentos e exigir atenção redobrada a enchentes.
- Em resumo: Meteorologistas alertam que este pode superar os episódios de 1997/98 e 2015/16, com impacto direto no clima e na conta de luz.
Por que este El Niño pode ser o mais intenso já registrado
Dados subsuperficiais mostram o Pacífico Equatorial aquecido de forma “significativa e generalizada” pelo sexto mês consecutivo, condição que já define o fenômeno, segundo a NOAA. O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, ressalta que o índice de 37% para um evento de moderada a forte intensidade é o mais alto desde o histórico recordista de 1997/98.
“Os impactos mais severos devem surgir a partir da primavera, quando o El Niño normalmente ganha força e altera o regime de chuvas de forma mais agressiva”, observa a Climatempo.
Como o fenômeno pesa no seu bolso e na rotina da casa
Calor prolongado aumenta o uso de ar-condicionado, eleva o consumo de energia e pode acelerar o acionamento de termelétricas, repassando custos à tarifa. No campo, excesso de chuva no Sul e déficit no Matopiba ameaçam plantios de soja, milho e algodão, fatores que costumam repercutir no preço de alimentos básicos.
Para se preparar, especialistas sugerem:
- Revisar calhas e telhados antes das chuvas intensas.
- Investir em lâmpadas LED e manutenção de aparelhos de refrigeração para conter o gasto de energia.
- Acompanhar alertas de defesa civil em áreas sujeitas a enchentes e ondas de calor.
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Crédito da imagem: Divulgação / Freepik