Estratégia mira shoppings e produção “made in Brasil” para driblar a inflação
Decathlon — a varejista francesa que completa 25 anos de operação no País — intensificou, recentemente, o plano de abrir mais lojas em shoppings e modernizar unidades já existentes, sinalizando que a briga para deixar o esporte mais barato ganhou fôlego extra em meio à alta do custo de vida.
- Em resumo: mais de 50 lojas ganham reformas ou novas vizinhas, enquanto linhas de fitness e beachwear criadas aqui abastecerão o portfólio mundial.
Lojas como laboratório e vitrine de preço baixo
A megastore da Marginal Tietê, com 4 mil m², servirá de modelo para futuras inaugurações. A ideia é que o consumidor teste produtos ali na hora — conceito que, segundo estudos do IBGE, aumenta em até 30% a intenção de compra quando o ticket médio cabe no bolso.
“Nosso objetivo é continuar tornando o esporte acessível, inclusive em um cenário de inflação”, afirma Cédric Burel, CEO da operação brasileira.
Pesquisa revela desejo x barreiras do brasileiro ativo
Levantamento da Consumoteca mostra que 93% dos brasileiros querem se exercitar, mas só 44% conseguem manter rotina. Falta de motivação, tempo e custo lideram as queixas. A Decathlon tenta atacar o terceiro ponto: 80% do portfólio já é de marcas próprias, recortando intermediários e segurando preços.
Especialistas lembram que o gasto médio familiar com lazer esportivo ainda não passou de 1,3% do orçamento mensal, segundo a última POF/IBGE. Se a varejista mantiver a política de preços agressivos, o consumidor pode equilibrar saúde e finanças sem sacrificar outras contas.
O que você acha? A expansão da rede vai facilitar o acesso ao esporte na sua cidade ou o bolso ainda fala mais alto? Para acompanhar outras novidades sobre consumo, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Decathlon