Entenda por que a taxa básica ainda pode cair até 13,50% ao ano
Comitê de Política Monetária (Copom) – Mesmo com o conflito no Oriente Médio completando dois meses, a autoridade monetária sinalizou recentemente que pretende seguir reduzindo a Selic. A decisão mexe direto no custo do crédito que pesa no orçamento familiar, do rotativo do cartão ao financiamento da casa própria.
- Em resumo: BC cortou a Selic para 14,50% e indica manter o ritmo, mas pode encurtar o ciclo se a pressão inflacionária piorar.
Por que ainda há espaço para baixar os juros?
Segundo o ex-diretor do BC Fabio Kanczuk, a estratégia do Banco Central é ajustar a “extensão” do ciclo, não o ritmo de cortes. Isso significa quedas graduais de 0,25 ponto percentual a cada reunião, rumo à projeção de 13,50% em 2026. A expectativa ganha fôlego com a desaceleração recente do IPCA, indicador oficial de inflação medido pelo IBGE, mesmo diante das incertezas geopolíticas.
“O BC parece ter sugerido que, em vez de parar de cortar, vai ajustar o tamanho do ciclo.” — Fabio Kanczuk, diretor da ASA Investments
Impacto direto no bolso: crédito, parcelados e compras do mês
Cada ponto percentual da Selic influencia taxas de empréstimo, cheque especial e até o preço final de eletrodomésticos parcelados. Embora a taxa ainda esteja em 14,50% — patamar acima do pico histórico de 14,25% visto em 2016 —, a trajetória de queda tende a aliviar gradualmente o custo do crédito. Para o consumidor, isso se traduz em prestações menores e maior fôlego no orçamento, especialmente em um cenário de inflação projetada em 3,5% para 2027.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews