Como a indústria está recriando a “sensação alcoólica” sem uma gota de álcool
Segmento de bebidas low/no alcohol – impulsionado por um público que busca moderação, o mercado vem ganhando prateleiras e exigindo que fabricantes reinventem receitas para manter a complexidade de sabor e a cremosidade na boca, características normalmente garantidas pelo etanol.
- Em resumo: marcas correm para substituir o álcool sem elevar custos nem perder o “mouthfeel” que fideliza o consumidor.
Por que tirar o álcool é mais difícil do que parece
O álcool não entrega apenas teor etílico; ele atua como solvente de aromas, contribui para o corpo da bebida e intensifica o dulçor. Na hora de removê-lo, fabricantes recorrem a processos como dealcoolização a frio, uso de fibras cítricas e adição de gomas naturais para recuperar textura. Segundo dados do IBGE sobre hábitos de consumo, a procura por opções com até 0,5% de álcool cresceu em meio à geração Z, reforçando a urgência por fórmulas convincentes.
A expansão das bebidas com baixo ou nenhum teor alcoólico se tornou um dos vetores mais relevantes de transformação na indústria global.
Impacto no bolso e na rotina do consumidor
A boa notícia é que a inovação tem mantido o ticket médio estável: muitas marcas optam por ingredientes naturais de baixo custo (extrato de cevada, kombucha base, leveduras desalcoolizantes) para equilibrar a equação financeira. Especialistas em varejo apontam que a margem ainda é competitiva porque o IPI incidente sobre bebidas sem álcool é menor do que o aplicado a destilados tradicionais, aliviando o preço na gôndola.
Além de agradar quem dirige ou simplesmente quer reduzir o consumo etílico durante a semana, as versões low/no alcohol carregam menos calorias – ponto que, segundo o Ministério da Saúde, ajuda no controle de peso e prevenção de doenças crônicas.
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