Transparência inédita promete mexer no bolso de quem pede corrida ou delivery
Uber e iFood – As duas gigantes dos aplicativos já exibem, em todo o Brasil, quanto do valor pago por cada corrida ou pedido realmente chega às mãos de motoristas e entregadores, conforme portaria do Ministério da Justiça publicada recentemente.
- Em resumo: o usuário agora vê na tela o percentual destinado ao trabalhador e o que fica com a plataforma.
Quanto vai para quem dirige ou entrega?
Na prática, a divisão aparece antes ou depois da confirmação do serviço. Em um teste na capital paulista, cerca de 79,7 % do preço de uma corrida foi repassado ao motorista, enquanto 20,25 % permaneceu com a empresa – variação que depende de horário, demanda e distância, segundo as próprias plataformas. De acordo com a G1 Economia, a obrigatoriedade faz parte de um pacote mais amplo de proteção ao consumidor.
“Flexibilidade de preços continua, mas o passageiro finalmente sabe quanto do seu dinheiro remunera o profissional”, destacou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Por que isso importa para o usuário e para o mercado
Maior visibilidade sobre a remuneração tende a pressionar as empresas por condições mais justas e permite que o consumidor compare não só preços, mas também a fatia que apoia o trabalhador. Segundo levantamento da PNAD Contínua, do IBGE, mais de 1,5 milhão de brasileiros atuam em plataformas de transporte ou entrega – grupo diretamente afetado pela mudança.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital