Crise do petróleo acelera corrida global por energia mais barata
China — Na esteira da escalada do Brent após a tensão no Oriente Médio, a procura mundial por alternativas ao petróleo fez as exportações chinesas de painéis solares saltarem para 68 GW em março, o dobro do mês anterior, com impacto direto no bolso de quem paga a conta de luz.
- Em resumo: 50 países cravaram recorde de compras de módulos fotovoltaicos chineses em um único mês.
Mais países, mais pressa: recordes de importação de Tóquio a Lagos
De acordo com o think tank Ember, Malásia (+384%) e Índia (+141%) puxaram a fila asiática, enquanto Nigéria, Quênia e Etiópia ultrapassaram pela primeira vez o patamar de 1 GW importado. Mesmo mercados maduros, como Japão, Austrália e União Europeia, atingiram volumes inéditos. Em paralelo, o preço do petróleo já supera US$ 100, encarecendo fretes e gerando efeito cascata sobre gás de cozinha e tarifas elétricas, como lembra reportagem do G1 Economia.
Com restrições no Estreito de Ormuz, até 14,5 milhões de barris diários deixaram de chegar ao mercado em abril, pressionando ainda mais o custo da energia fóssil.
Do painel ao volante: baterias e carros elétricos surfam a mesma onda
O interesse não parou na telha. Em março, remessas de baterias e veículos elétricos — destaque para a BYD — avançaram 70% ano contra ano. Somente as baterias renderam US$ 10 bilhões em divisas, impulsionadas por encomendas da Europa, Austrália e Índia. Para o consumidor brasileiro, a tendência pode significar equipamentos mais disponíveis para geração própria e, consequentemente, alívio nas tarifas, já que mais de 90% dos módulos instalados no país vêm da China.
Segundo levantamento do IBGE, a energia elétrica pesa cerca de 4,5% no orçamento familiar urbano. Adotar geração fotovoltaica pode reduzir essa despesa em até 80%, de acordo com cooperativas do setor — uma economia que ganha relevância em cenários de inflação persistente nos serviços públicos.
O que você acha? Pretende investir em geração própria ou esperar que os preços dos equipamentos caiam ainda mais? Para acompanhar outras pautas de consumo e energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ember