Faturamento bilionário e risco de alta no churrasco dos brasileiros
Mato Grosso – O Estado fechou o 1º trimestre de 2026 com 251,83 mil toneladas de carne bovina embarcadas, o maior volume da série histórica, segundo o Imac. O avanço, que rendeu US$ 1,11 bilhão, reforça a liderança nacional e gera preocupação sobre futura pressão de preços no mercado interno.
- Em resumo: MT respondeu por 26,72% de toda a carne bovina que o Brasil vendeu ao exterior no período.
China compra metade, EUA aceleram e puxam valorização
O gigante asiático ficou com 50,82% dos embarques (127,97 mil t) e manteve folga na dianteira, enquanto os Estados Unidos já absorveram, em apenas três meses, 57,38% de tudo que levaram em 2025. Esse ritmo de compras, aliado ao preço médio de US$ 4,54 mil por tonelada, supera a média do ano passado e reforça a tendência apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de alta nos cortes bovinos nos supermercados.
“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso é reflexo de eficiência produtiva, genética e práticas sustentáveis cada vez mais exigidas”, destacou Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.
Como a escalada nas exportações pode afetar seu bolso
Quando grandes lotes de carne saem do país, a oferta interna pode encolher e, historicamente, o consumidor sente no carrinho. Em 2025, por exemplo, o IPCA acumulou alta de 4,2% nas proteínas vermelhas; especialistas não descartam repetição do cenário se a demanda externa seguir aquecida. Para driblar possíveis ajustes, vale diversificar o cardápio com frango ou suínos e aproveitar promoções semanais, estratégia que — segundo o Procon — pode cortar até 15% da despesa mensal com proteínas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Giro do Boi