Funcionários protestam, passageiros ficam sem voo e CityLine pode fechar
Lufthansa – A centenária companhia alemã comemora 100 anos sob o peso de sucessivas greves que já deixaram mais de 100 mil passageiros em solo, provocaram o cancelamento de voos para Frankfurt e aceleraram a decisão de encerrar a regional CityLine, colocando centenas de empregos em risco.
- Em resumo: seis dias de paralisação em abril e março já superam os cancelamentos do mês anterior e ameaçam a alta temporada europeia.
O que está em jogo para quem vai voar na Europa
Além de filas nos balcões, as paralisações podem inflacionar tarifas, pois a malha da Lufthansa precisa ser reprogramada justamente quando a demanda por férias dispara. A situação é agravada pelo custo do combustível, que segue pressionado, segundo a Agência Internacional de Energia citada pelo G1 Economia.
“É quase paradoxal como as disputas trabalhistas em nossa empresa estão sendo encenadas em um loop constante”, disse Karl-Ludwig Kley, presidente do conselho da Lufthansa, pedindo mudanças na lei de greves alemã.
Impacto no bolso: passagens mais caras e rotas ameaçadas
Especialistas do setor alertam que cada dia de greve amplia o efeito cascata de remarcações, hotelaria extra e aeronaves fora de posição. Esses custos acabam diluídos no preço do bilhete, que já subiu 24 % na Europa desde 2022, segundo dados da Eurostat. Caso o impasse se prolongue, a Lufthansa pode perder rotas rentáveis para concorrentes do Oriente Médio, que operam com estruturas de custo menores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Lufthansa