Entenda como o crédito sem garantia pode sufocar o orçamento doméstico
Banco Central – Em relatório divulgado recentemente, a autoridade monetária aponta que o avanço acelerado de empréstimos pessoais e do rotativo do cartão levou o superendividamento das famílias brasileiras a um patamar preocupante, pressionando o dinheiro que sobra no fim do mês.
- Em resumo: crédito fácil virou armadilha e já consome parcela recorde da renda.
Cartão rotativo e empréstimo pessoal concentram o problema
Segundo análise do G1 Economia, a combinação de juros elevados e prazos curtos faz com que dívidas nesses dois produtos cresçam mais rápido do que a renda. A taxa básica Selic, mantida em dois dígitos desde 2022, reforça esse efeito bola de neve.
“O aumento expressivo no uso de crédito — especialmente empréstimos sem garantia e cartão de crédito — tem elevado o comprometimento da renda”, alerta o Banco Central no documento.
Como isso chega à sua mesa e às contas do mês
Quando a parcela da renda direcionada a dívidas sobe, sobra menos dinheiro para supermercado, contas de luz e até lazer. Especialistas lembram que, historicamente, cada ponto percentual de alta na inadimplência derruba o consumo de itens básicos, o que pressiona pequenos comércios e pode frear a economia.
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