Sequência de altas acende otimismo, mas alerta para valorização recorde
Intel – Em apenas nove pregões consecutivos de alta, a fabricante de semicondutores adicionou mais de US$ 100 bilhões ao seu valor de mercado, um movimento que colocou o papel entre os mais rentáveis do índice S&P 500 e chamou a atenção de quem tem dinheiro aplicado ou pretende entrar no setor.
- Em resumo: ações acumulam salto de 53%, maior arrancada desde 1971.
Por que o papel disparou tão rápido?
A arrancada começou com o acordo de recompra de metade de uma fábrica na Irlanda por US$ 14,2 bilhões, sinalizando expansão em vez de sobrevivência. Dias depois, veio a adesão ao projeto Terafab, de Elon Musk, e o anúncio de que a Alphabet usará futuros processadores Xeon. O combo reforçou a leitura de que a companhia voltou ao jogo dos chips de ponta — setor que já move gigantes como Nvidia e Broadcom. Segundo dados do G1 Economia, a procura por semicondutores ligados a inteligência artificial segue em alta, sustentando a euforia dos investidores.
“Claramente, não está mais em suporte de vida”, disse Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital, após o papel registrar a melhor semana desde janeiro de 2020.
O que muda para quem investe (e para o preço dos eletrônicos)
A escalada reforça a tese de que a Intel pode se tornar peça estratégica na cadeia global de chips, disputando contratos com montadoras elétricas, plataformas de nuvem e até programas governamentais de incentivo à produção doméstica. Para o investidor, a valorização a 90 vezes o lucro projetado em 12 meses acende a luz amarela: analistas ainda dividem opiniões, e o consenso de recomendação segue abaixo da média do setor.
Do lado do consumidor, mais capacidade produtiva pode significar queda de custo em PCs, data centers e carros autônomos nos próximos anos, caso o ciclo de investimentos se traduza em oferta maior de componentes — aliviando parte da pressão que encareceu eletrônicos durante a pandemia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Intel