Margens sobem, mas vendas seguem frias; veja o que muda para o consumidor
H&M – A varejista sueca, que perdeu cerca de metade de seu valor de mercado desde 2015, anunciou recentemente que reduziu estoques ao menor nível em uma década e elevou a margem operacional, mas admite que as vendas ainda recuaram 1% no primeiro trimestre. O CEO Daniel Ervér pediu paciência aos acionistas, enquanto a marca enfrenta a ofensiva de Shein e Zara.
- Em resumo: estoque caiu, margem subiu, mas o caixa ainda depende de uma arrancada de vendas (Transmissão: Record).
Corte de lojas e produção mais próxima aceleram reação
Desde 2019, a rede fechou 19% de suas lojas – foram 832 unidades H&M e 130 da bandeira Monki –, focando em flagships e transferindo parte da produção para Marrocos e Egito. A estratégia mira reduzir o tempo entre criação e arara, mesma tática que colocou a Inditex anos à frente. Analistas lembram que, no varejo de moda, velocidade é tão decisiva quanto preço, como mostra levantamento do G1 Economia sobre as vendas do setor têxtil.
“Com rentabilidade maior, melhor geração de caixa e menos estoque, estamos só no começo da nova fase”, afirmou Ervér, que entrou no cargo em 2024.
Por que o ajuste impacta seu guarda-roupa e o seu bolso
Menos liquidações forçadas significam coleções mais enxutas e, potencialmente, preços menos agressivos em curto prazo. Porém, se a H&M conseguir vender mais a preço cheio, o consumidor pode esperar peças com design semelhante às da Zara, só que ainda em faixa de valor “intermediária”. No longo prazo, a disputa com Shein e Primark deve manter a pressão por ofertas baratas, ajudando a segurar parte da inflação de moda, que avançou 4,4% em 12 meses, segundo o IBGE.
O que você acha? A H&M ainda cabe no seu radar de compras ou a velocidade da Shein já ganhou o jogo? Para acompanhar outras análises sobre consumo e varejo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg