Queda abrupta no início de 2026 pressiona todo o setor bancário
Banco do Brasil – A divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026 derrubou o otimismo: o lucro líquido encolheu 54%, reacendendo o temor de crédito mais caro e seleção rígida de clientes nos próximos meses.
- Em resumo: Provisões maiores levaram o BB a cortar a meta anual para até R$ 22 bi, contaminando o humor de todo o mercado.
Provisões engolem lucro – e o custo chega até o correntista
O salto nas reservas para calotes elevou a despesa de crédito dos bancões. Segundo levantamento do G1 Economia, o spread bancário segue acima de 30 p.p., o maior desde 2020, sinalizando que taxas de empréstimos tendem a subir ainda mais.
“Quando o banco reforça provisões, ele repassa a conta nas tarifas e nos juros ao consumidor”, explicam analistas do Bank of America.
Itaú vira porto seguro, enquanto Bradesco e Santander patinam
Na mesma temporada, o Itaú exibiu inadimplência que beira metade da média do setor, sustentando recomendações positivas de casas como Goldman Sachs. Já Bradesco e Santander registraram quedas de até 3,9% nas ações: mesmo com ganhos operacionais, o aumento do custo de crédito corroeu a rentabilidade.
Para quem busca financiamento, o cenário exige cautela. Séries do IBGE mostram que, em períodos de juros elevados, a oferta de crédito diminui e a seletividade cresce, sobretudo para famílias com alto nível de endividamento.
Impacto direto: limites menores e aprovação mais dura
Com receitas de crédito desacelerando, bancos tendem a encolher limites de cartão e alongar a análise de financiamentos imobiliários e automotivos. Especialistas indicam renegociar dívidas antes que os juros correntes — hoje perto de 180% ao ano no rotativo — avancem ainda mais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital