Entenda por que investir em inovação pode render receita extra às instituições públicas
Embrapa Agroindústria Tropical — Na última quarta-feira (6), a unidade cearense da estatal reuniu especialistas para traduzir, em linguagem de negócio, como a Lei nº 10.973/2004 e o Marco Legal de CT&I já permitem que universidades e centros de pesquisa coloquem tecnologias na prateleira e recebam royalties sem esbarrar na burocracia.
- Em resumo: Núcleos de Inovação Tecnológica bem estruturados aceleram acordos com empresas e viram nova fonte de caixa para as instituições.
NIT é a porta de entrada do mercado privado
Segundo o procurador da AGU Tarcísio Bessa, a lacuna entre o artigo científico e o produto final diminui quando o NIT assume a gestão de patentes, contratos de licenciamento e cessões exclusivas — instrumentos já previstos em lei. O tema ganhou força após o Decreto nº 9.283/2018, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que reduziu entraves administrativos.
“Mais que um desafio jurídico, falta cultura de inovação dentro do serviço público”, alertou Bessa durante o Café com Negócios em Fortaleza.
Quanto vale transformar pesquisa em patente?
Dados do Índice Global de Inovação mostram que o Brasil ocupou a 49ª posição em 2023, mas despencou para o 66º lugar no quesito comercialização de conhecimento. Ou seja, há espaço para monetizar pesquisas — especialmente em agroindústria, um setor que, segundo o IBGE, responde por quase 25% do PIB e tem demanda constante por novas tecnologias de campo à mesa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Embrapa