Corte nos repasses sinaliza mais aumentos para lavadoras e geladeiras
Whirlpool – A centenária fabricante americana, conhecida no Brasil pelas marcas Brastemp e Consul, interrompeu os dividendos que vinha pagando há sete décadas e confirmou novos reajustes em toda a linha de eletrodomésticos, alegando necessidade de recompor margens e reduzir dívidas.
- Em resumo: dividendos congelados e preços de fogões, geladeiras e lavadoras devem subir de novo nos próximos meses.
Por que o caixa ficou no vermelho
As ações da empresa desabaram mais de 20% logo após o anúncio, reflexo de um fluxo de caixa comprimido por custos inflacionados e queda de 6% nas vendas orgânicas do 1º trimestre. Segundo analistas, a Whirlpool não consegue mais remunerar investidores e abater dívidas ao mesmo tempo, depois de desembolsar US$ 300 milhões em dividendos no ano passado. A pressão também vem do consumo fraco: o índice de confiança do consumidor americano mergulhou ao menor patamar em 50 anos, de acordo com dados oficiais de inflação e renda.
“Gostaríamos de retomar o pagamento de dividendos o mais rápido possível, mas isso depende de margens melhores e de uma redução contínua da dívida”, explicou o CEO Marc Bitzer na teleconferência de resultados.
Impacto direto no bolso de quem planeja trocar de eletro
Para recuperar fôlego, a empresa já elevou preços neste ano e promete novo ajuste no verão dos EUA, admitindo que os repasses serão “maiores que os da concorrência”. Isso pode chegar ao Brasil, onde importados e componentes seguem o dólar. Especialistas lembram que cada reajuste de 1% sobre linha branca pesa na inflação doméstica porque geladeira, fogão e máquina de lavar representam cerca de 3% do orçamento familiar de bens duráveis.
O que você acha? Vai adiar a compra de um novo eletrodoméstico diante desses aumentos? Para acompanhar outras dicas de consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Whirlpool