Estoques chegam ao fio e riscos de alta na bomba preocupam motoristas
Exxon Mobil — A gigante do petróleo avisou, recentemente, que o cenário de alívio nos preços de combustível está por um fio. Com o Estreito de Ormuz bloqueado há dois meses, o abastecimento mundial depende de estoques que vêm se esgotando rapidamente, o que pode encarecer a gasolina em pleno período de férias.
- Em resumo: Sem reabertura da rota, o barril pode ultrapassar os US$ 100 e pressionar diretamente o preço nos postos brasileiros.
Por que o “colchão” de estoque está acabando tão rápido?
Desde março, EUA e Europa queimam reservas estratégicas para segurar a cotação, mas o CEO Darren Woods adverte que esse fôlego não passa de “curto prazo”. Dados compilados pelo G1 Economia mostram que um quinto do petróleo global cruza Ormuz; qualquer dia extra de bloqueio corta esse volume do mercado.
“O mercado ainda não sentiu o impacto total da interrupção. Quando os estoques voltarem ao nível mínimo, o preço vai falar mais alto”, resumiu Woods.
Impacto no bolso: da refinaria ao seu tanque em questão de semanas
Especialistas calculam que, para cada 10 dólares de alta no Brent, a gasolina vendida no Brasil costuma subir entre 25 e 35 centavos por litro, a depender do câmbio e da mistura de etanol. Se o barril romper a barreira histórica dos US$ 120 — algo já projetado por analistas do JPMorgan Chase — o consumidor pode enfrentar valores semelhantes aos picos de 2022.
O que você acha? Você está preparado para pagar mais pela gasolina ou pretende adotar rotas alternativas e transporte coletivo? Para mais análises sobre consumo e preços, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exxon Mobil