Aval internacional abre mercado bilionário para produtores brasileiros
Etanol de milho brasileiro – recentemente aprovado pela Organização Marítima Internacional (IMO) – acaba de ganhar passe livre para abastecer embarcações comerciais, movimento que pode injetar novos investimentos no agronegócio e na cadeia de energia limpa do país.
- Em resumo: IMO fixou 20,8 g de CO₂/MJ para o etanol de milho, contra 93,3 g do bunker tradicional.
Redução recorde de carbono acende alerta no setor naval
O aval técnico coloca o biocombustível brasileiro na vitrine antes mesmo da entrada em vigor do marco de neutralidade da IMO, prevista para dezembro de 2026. Segundo levantamento do Banco Mundial, se o transporte marítimo fosse um país seria o sexto maior emissor do planeta – cenário que pressiona armadores a buscar alternativas imediatas.
“É um desenvolvimento emblemático. A aprovação do valor padrão sinaliza às empresas de navegação quais combustíveis alternativos elas podem escolher”, resumiu o capitão de mar e guerra Flavio Mathuiy, representante brasileiro na IMO.
Oportunidade para produtores e reflexo no bolso do consumidor
Plantado logo após a colheita da soja, o milho de segunda safra já responde por quase 80% da produção do grão no país. Desde 2017, usinas investem em tecnologia de cogeração com biomassa, fator que derrubou a intensidade de carbono e abriu espaço para preços mais competitivos. Analistas projetam que, ao substituir o bunker, a tonelada de frete possa ficar até 5% mais barata em rotas de granel, aliviando custos de commodities que chegam aos supermercados.
O que você acha? O etanol de milho conseguirá tornar a logística mundial verdadeiramente verde? Para acompanhar outras pautas sobre consumo e energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Freepik