Como o consumidor virou peça-chave na batalha das marcas por relevância
Legacy Marketing — agência norte-americana que monitora hábitos de consumo globais — divulgou recentemente um estudo que conecta beleza, varejo, turismo, alimentos e experiências corporativas a uma mesma conclusão: quem manda agora é a vivência que cada marca oferece, não apenas o preço ou o produto na prateleira.
- Em resumo: sua decisão de compra passa a valer como “sinal de identidade” para o mercado.
Experiência: de detalhe de campanha a motor de venda
O relatório mostra que pop-ups, lounges e degustações deixaram de ser “brindes” e viraram fator decisivo na hora de fechar negócio. Isso acontece porque, segundo levantamento divulgado pela Forbes, 73% dos consumidores pagam mais quando percebem valor emocional na interação com a marca.
“No varejo, ser encontrado já não basta. É preciso ser lembrado antes mesmo de o algoritmo sugerir uma lista”, alerta o estudo da Legacy Marketing.
O impacto prático para o seu bolso e para a rotina
Quando marcas priorizam a experiência, produtos “comoditizados” tendem a subir de preço, enquanto itens com narrativa forte mantêm ou até baixam valores para atrair testes. Dados do IBGE apontam que, em 2023, atividades de serviços presenciais — shows, eventos e viagens — cresceram 8,3%, acima da média da economia, indicando migração de orçamento familiar do objeto físico para a experiência vivida.
Para o consumidor isso significa duas coisas: primeiro, programas de fidelidade vão oferecer mais eventos exclusivos em vez de descontos diretos; segundo, escolhas cotidianas — do café especial ao roteiro de férias — carregam peso simbólico maior e podem influenciar a sua rede social (e também a sua conta bancária).
O que você acha? Você estaria disposto a pagar mais por um produto que conte uma história convincente? Para entender outras mudanças no padrão de consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Legacy Marketing