Executivos veem na tecnologia o gatilho para rever modelos sem descartar parceiros
Ogilvy – Na esteira da adoção acelerada da inteligência artificial, grandes anunciantes avaliam trazer parte da criação para dentro de casa, mas ainda dependem da expertise das agências para decisões rápidas que mexem diretamente no orçamento e na performance de campanhas, apontam líderes do setor.
- Em resumo: IA barateia processos internos, porém aumenta a demanda por agências mais especializadas.
Por que internalizar não garante economia imediata
A promessa de redução de custos seduz, mas montar um time interno exige investimento em software, curadoria de dados e talentos séniores. Segundo levantamento citado pela Exame, o gasto das marcas com tecnologia de marketing digital saltou 22% no último ano, o que dilui parte da economia esperada.
“A capacidade de adaptar e continuar adaptando e questionando é o ponto”, afirma Luiz Fernando Musa, CEO da Ogilvy e fundador da David, ao comentar o equilíbrio entre equipes próprias e parceiras externas.
Especialização das agências ganha peso estratégico
Ao delegar tarefas operacionais à IA, anunciantes exigem das agências inteligência analítica, visão de negócios e repertório criativo — algo que estruturas internas, ainda em formação, custam a alcançar. Para Daniel Alencar, da Pupila, não basta “ligar o ChatGPT”; é preciso método e curadoria humana para transformar prompts em resultados consistentes.
Do lado financeiro, a pulverização de formatos (vídeo-curto, live commerce, mídia programática) multiplica pontos de contato que precisam ser orquestrados. Nesse cenário, agências com squads dedicados a dados e cultura de sprint conseguem calibrar campanhas em tempo real, evitando desperdício de verba e potencializando ROI.
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