Silêncio que drena lucro: contaminação por fungos prejudica peso e leite
dsm-firmenich — Líder global em nutrição animal, a companhia detectou recentemente que 83 % das amostras de grãos e rações no mundo carregam micotoxinas, com fumonisina presente em 87 % dos lotes brasileiros de milho e derivados. O resultado? Perdas “invisíveis” na balança, no tanque de leite e no bolso do produtor.
- Em resumo: fungos comprometem quase todo o milho, derrubam desempenho e exigem nutrição de precisão para conter o estrago.
83 % das amostras afetadas: onde o perigo começa
Pesquisas mostram que até 95 % da contaminação se origina ainda na lavoura, antes mesmo que o grão chegue ao silo. Umidade elevada, calor e danos mecânicos criam o “ambiente perfeito” para que o fungo produza a toxina. Dados da Embrapa corroboram essa relação entre clima e surto de micotoxinas, reforçando que o problema é estruturante e não pontual.
“Não se trata de saber se há micotoxina, mas de quanto existe em cada lote. A oferta contínua, mesmo em baixos níveis, mina silenciosamente o potencial genético do animal”, alerta Augusto Heck, gerente de micotoxinas da dsm-firmenich.
Como aplicar nutrição de precisão para cortar perdas
A nutrição de precisão age em quatro frentes: pré-colheita, colheita, pós-colheita e formulação da ração. Monitorar cada carga, usar adsorventes específicos e ajustar a dieta conforme o grau de contaminação reduzem impactos em ganho de peso, produção de leite e fertilidade.
Especialistas lembram que, mesmo que a eliminação total seja inviável, mitigar já gera retorno: estudos de mercado indicam que cada 1 % de ganho de conversão alimentar pode significar economia expressiva em confinamentos e leiteiras, aliviando custo de produção num cenário de grão caro e margens apertadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Embrapa