Saiba reconhecer falsificações antes de gastar com pacotinhos suspeitos
Álbum oficial da Copa do Mundo 2026 – A febre das figurinhas voltou e, com ela, golpistas tentam lucrar em cima do torcedor. Depois que a Polícia Civil do Rio apreendeu 200 mil cards clandestinos, consumidores passaram a questionar como proteger o próprio bolso e evitar prejuízos nas bancas físicas ou nas compras on-line.
- Em resumo: preço baixo demais, papel poroso e embalagens grosseiras são os principais alertas.
Três sinais que entregam a falsificação
O delegado Victor Tutman explica que a fraude começa pelo valor: qualquer oferta muito abaixo dos R$ 4,00 cobrados oficialmente deve levantar suspeita. A qualidade de impressão também denuncia o produto – brilho inferior, cores sem definição e papel espesso compõem o pacote falso. Até a embalagem muda: o invólucro pirata é áspero e pouco flexível, diferente do lacre refinado que sai da gráfica oficial, segundo orientações divulgadas pelo Procon-SP.
“Só de tocar na superfície já dá para sentir a diferença. O papel pirata é mais grosso, a imagem é opaca e o pacote parece de cartolina”, detalha Tutman.
Por que o mercado paralelo cresce e como você pode se proteger
Com a inflação ainda pressionando artigos de lazer, cada pacotinho pesa mais no orçamento familiar. Essa brecha incentiva fabricantes clandestinos que, de acordo com a investigação, operam em São Paulo e distribuem para todo o país via comércio eletrônico. Especialistas em defesa do consumidor recomendam comprar apenas em pontos autorizados, exigir nota fiscal e desconfiar de anúncios em marketplaces sem procedência comprovada. Se houver dúvida, peça ao vendedor que abra o pacote na hora: ao comparar brilho e textura, a pirataria fica evidente.
O que você acha? Já encontrou figurinha suspeita nas trocas do seu bairro? Conte nos comentários. Para mais alertas de consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil-RJ