Redução de 0,25 p.p. é aposta do mercado mesmo sob pressão do petróleo
Banco Central do Brasil – Nesta quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária avalia se reduz novamente a taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano, em meio ao avanço de combustíveis e alimentos que pesa no bolso das famílias.
- Em resumo: se confirmada a queda para 14,5%, o financiamento e o rotativo do cartão podem aliviar já nos próximos ciclos de cobrança.
Mercado insiste em corte; inflação segue no radar
A projeção de analistas, compilada no Boletim Focus, aponta quase consenso em um recuo de 0,25 ponto – movimento que, segundo dados do IBGE, pode ajudar a reativar o crédito sem perder totalmente o controle sobre a inflação.
O IPCA-15 acelerou para 0,89% em abril, levando o acumulado em 12 meses a 4,37%, já acima do centro da nova meta contínua de 3%.
Por que o juro ainda pode cair mesmo com preços em alta
Economistas destacam três motores: arrefecimento da atividade, necessidade de destravar empréstimos e os próprios sinais prévios do BC de que a política monetária entraria em fase de flexibilização moderada. Na prática, cada 0,25 p.p. a menos na Selic reduz o custo das linhas indexadas à taxa em cerca de R$ 25 ao mês para cada R$ 10 mil financiados por 36 meses.
Guerra no Oriente Médio amplia custo de vida
O conflito mantém o barril de petróleo acima de US$ 90, elevando o preço da gasolina e, em cadeia, dos alimentos transportados por rodovias. Esse choque limita cortes de juros mais agressivos e explica a cautela do colegiado.
Histórico recente reforça cautela do consumidor
A Selic ficou acima de 15% entre junho de 2025 e março de 2026, o patamar mais alto em quase 20 anos. Quem contratou crédito nesse período paga prestações até 40% maiores do que em 2023. Se o Copom confirmar a nova redução, o alívio, embora gradual, tende a refletir nas próximas renovações de contrato e em taxas de cartão de crédito renegociadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução BCB