Dados expõem o alto custo da desigualdade de gênero no ecossistema tech
First Round Capital – Relatórios recentes reiteram que, em três décadas, apenas 2,4% do dinheiro de venture capital foi destinado a equipes 100% femininas, índice que permanece travado mesmo com provas de retorno superior.
- Em resumo: mulheres seguem recebendo só 2% do capital, apesar de gerar lucros até 63% maiores.
Investir em diversidade rende mais – os números comprovam
Um levantamento da Harvard Kennedy School mostra que fundos com 10% a mais de sócias mulheres obtêm saídas 9,7% mais lucrativas. A própria First Round Capital constatou performance 63% melhor em startups fundadas por elas, revelando que não se trata de caridade, mas de eficiência financeira.
“Quando as mesas de decisão são homogêneas, as apostas também tendem a ser” – artigo original.
Como essa lacuna afeta seu bolso e a inovação do dia a dia
Ideias que poderiam baratear serviços de saúde, otimizar entregas ou simplificar finanças pessoais deixam de receber recursos, reduzindo a concorrência que pressiona preços para baixo. Além disso, ao concentrar capital em perfis repetidos, o mercado cria bolhas: soluções parecidas disputam o mesmo público, enquanto necessidades reais – especialmente de mulheres, que decidem 80% das compras domésticas, segundo o IBGE – ficam sem resposta.
O que você acha? A falta de investimento em lideranças femininas trava produtos que poderiam facilitar sua rotina? Para mais análises sobre consumo e inovação, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Shutterstock