Voos encarecem e passageiros podem sentir o impacto no bolso antes do apagão
Agência Internacional de Energia (AIE) alerta que, mantido o ritmo atual de consumo, o estoque europeu de querosene de aviação se esgota em aproximadamente seis semanas, pressionando companhias aéreas a cortar rotas e repassar custos nas passagens.
- Em resumo: Falta de QAV pode disparar cancelamentos e encarecer viagens ainda neste semestre.
Bloqueio em Ormuz trava 20% da oferta mundial
O Oriente Médio responde por um quinto do suprimento global de QAV. Com navios impedidos de sair pelo Estreito de Ormuz, o barril já ultrapassa US$ 200, segundo a AIE. Dados sobre variação de preços de combustíveis divulgados pelo IBGE mostram que a inflação energética costuma chegar rapidamente ao consumidor.
“Em breve ouviremos notícias de que alguns voos de uma cidade A para uma cidade B serão cancelados por falta de combustível”, disse Fatih Birol, diretor-executivo da AIE.
Companhias já reduzem malha e aposentam aviões
A holandesa KLM cancelou 160 voos programados para maio, enquanto o grupo Lufthansa retirará 27 aeronaves mais antigas da subsidiária CityLine. A manobra tenta compensar o salto dos custos operacionais antes que a escassez atinja aeroportos europeus.
O que isso significa para o passageiro brasileiro?
Mesmo quem parte do Brasil pode pagar mais caro. Parte das rotas internacionais faz conexão na Europa, e o aumento do custo do trecho europeu tende a aparecer no valor final da passagem. Especialistas lembram que combustíveis representam cerca de 30% das despesas de uma companhia aérea; qualquer choque no QAV impacta diretamente a tarifa média, encurtando promoções e milhas.
O que você acha? Você adia viagens ou encara preços mais altos para não perder férias? Para acompanhar mais análises sobre impactos no seu orçamento, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AIE