Por que colocar o plano antes do anúncio virou questão de sobrevivência
Nizan Guanaes — publicitário que levou a DM9 ao topo e vendeu o Grupo ABC por cifras bilionárias — alerta, nesta semana, que apostar só em campanhas brilhantes já não garante faturamento. O que faz diferença, segundo ele, é uma estratégia de negócios amarrada antes do primeiro post ou comercial.
- Em resumo: sem um plano claro, até grandes orçamentos de mídia perdem força e dinheiro.
Do “molho baiano” à era da IA: lições de 40 anos de mercado
Nizan compara os tempos em que donos de agência definiam tudo ao cenário atual, em que executivos analisam dados e margens apertadas. De acordo com levantamento da Exame, o investimento publicitário no país recuou 4,5 % no último ano, forçando marcas a medir cada centavo.
“Antes, a propaganda era a alma do negócio. Agora, a estratégia é que é a alma do negócio”, resume o executivo.
O que muda na prática para quem vende produtos ou serviços
Para o criador da N.ideias, vale priorizar perguntas básicas: quem é o cliente do seu cliente? Onde ele decide a compra? Qual experiência faz sentido além do anúncio? A resposta pode ser patrocinar eventos, investir em criadores de conteúdo ou até ficar em silêncio estratégico quando o barulho prejudica a reputação.
Especialistas ouvidos pelo mercado apontam que essa mudança reduz desperdício: cada R$ 1 real realocado de mídia tradicional para ações dirigidas no ponto de venda pode render até 20 % mais conversão, segundo dados da consultoria WARC. Em momentos de inflação de custos, esse ganho vira alívio imediato no fluxo de caixa das empresas.
O que você acha? Sua marca já coloca a estratégia na frente da campanha ou ainda aposta em “filmes” para resolver tudo? Para mais análises sobre consumo inteligente, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Victor Affaro