Entenda por que a marca precisou criar seu próprio “mundial” de futebol
Pepsi lançou em 20 de abril o filme “Pepsi Football Nation”, campanha que reúne David Beckham, Mohamed Salah, Vini Jr., Lauren James e Alexia Putellas para surfar na paixão mundial pelo torneio da FIFA sem mencionar oficialmente “Copa do Mundo”. A manobra custa caro, mas promete retorno de visibilidade que pode influenciar até sua próxima ida à gôndola de refrigerantes.
- Em resumo: elenco de estrelas turbina a campanha mais cara da Pepsi neste ciclo de quatro anos.
A jogada de marketing que dribla a FIFA
Como a Forbes lembra em levantamento sobre patrocínios esportivos, apenas marcas oficiais podem usar o termo “Copa do Mundo”. Patrocinadora histórica da FIFA, a Coca-Cola detém esse direito. Para não ficar fora da conversa, a Pepsi recorre ao chamado “ambush marketing”: criar conteúdo com clima de mundial, mas sem ferir regras contratuais.
“Quando não podemos dizer a palavra proibida, colocamos os maiores nomes do esporte para que o público diga por nós”, declarou um executivo da Pepsi ao anunciar a superprodução.
Impacto no bolso do consumidor e no mercado de bebidas
O investimento em celebridades globais não serve apenas para likes. Ao vincular sua imagem aos atletas que devem brilhar em 2026, a Pepsi se posiciona para disputar espaço limitado no carrinho do supermercado num momento em que o consumo de refrigerantes cresce 3,2% ao ano, segundo dados do IBGE. A expectativa de analistas é que promoções atreladas à campanha — de latas colecionáveis a sorteios de viagens — cheguem às prateleiras nos próximos meses, pressionando concorrentes a responder.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pepsi