Entenda quais condutas viraram “autossuspensivas” e como regularizar multas antes que a dor de cabeça chegue
DETRAN – Desde 1º de maio de 2026, uma série de infrações passou a cortar caminho direto para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mesmo que o motorista não some o limite de pontos. O aperto mira quem insiste em dirigir alcoolizado, voar acima de 50% do limite de velocidade ou bloquear vias de propósito, atitudes que agora podem tirá-lo das ruas por meses e mexer no seu orçamento com taxas extras e curso de reciclagem.
- Em resumo: sete condutas entram na lista de suspensão imediata da CNH, sem necessidade de atingir 20, 30 ou 40 pontos.
Bafômetro recusado? Suspensão é automática
O Código de Trânsito Brasileiro atualizou a relação de infrações autossuspensivas. Recusar o teste do etilômetro, pilotar sob efeito de álcool ou drogas, ultrapassar o limite de velocidade em mais de 50%, fazer manobras perigosas, interromper a via deliberadamente, disputar “rachas” e omitir socorro agora travam o documento de dirigir assim que o processo administrativo é concluído. Segundo levantamento do Ministério dos Transportes, apenas a combinação álcool e volante responde por quase 17 mil autuações mensais no país.
Multas dessas infrações chegam a R$ 2.934,70, além de suspensão de 12 meses e necessidade de curso de reciclagem antes de reaver a CNH.
Quanto custa ficar sem habilitação e por que isso aperta o seu orçamento
Perder o direito de dirigir envolve mais que a dor de cabeça de depender de transporte público: o motorista arca com a taxa de entrega da CNH recolhida, paga aproximadamente R$ 400 pelo curso de reciclagem, desembolsa nova taxa de prova teórica e, em alguns estados, uma taxa adicional de R$ 55 para reaver o documento. Se ainda houver multas atrasadas, o licenciamento é bloqueado e o veículo pode ser apreendido, gerando custo de guincho e diária de pátio.
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