Empresas descobrem que investir na ascensão feminina traz retorno rápido ao negócio
AngelUs — rede especializada em mentoria para mulheres — mostra, com números recentes, que preparar colaboradoras para assumir cargos de liderança não é só questão de equidade: impacta diretamente folha de pagamento, inovação e retenção de talentos.
- Em resumo: companhias que adotam mentoria viram até 74% das participantes conquistar promoções ou aumentos.
De conversa guiada a promoção: por que o “match” certo faz diferença
Programas como Eleva Ela (AlmapBBDO) e Olha Ela (Publicis Groupe) combinam algoritmo interno, treinamento prévio e encontros mensais para conectar mentora e mentorada. O método reflete tendência apontada pelo IBGE sobre desigualdade de gênero no mercado, na qual cada ponto percentual recuperado significa bilhões adicionados ao PIB.
“Não basta um curso de três meses — consistência é a regra para virar o jogo”, alerta Claudia Colaferro, CEO da AngelUs.
Impacto direto no bolso (e na cultura corporativa)
Na prática, o efeito vai além do crachá. A Petrobrás, por exemplo, registrou que metade das mulheres mentoradas ocupou posições mais altas após 80 h de acompanhamento. Isso reduz rotatividade — cortar uma demissão pode economizar até três salários em custos de reposição — e amplia a diversidade de visão em projetos, fator ligado a ganhos de até 25% em inovação, segundo relatórios de capital humano.
Para a profissional, o ganho aparece no contracheque e na segurança para negociar jornada flexível, bônus ou até abrir um negócio paralelo. Já a empresa fortalece a estratégia ESG, hoje acompanhada de perto por investidores e consumidores.
O que você acha? Sua companhia já investe em mentoria feminina ou ainda está perdendo talento e dinheiro? Para conhecer outras iniciativas que melhoram resultados, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AngelUs