Entenda por que o novo protocolo sanitário muda o jogo para os frigoríficos
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – O acerto técnico selado recentemente em Pequim coloca os miúdos suínos brasileiros a um passo de entrarem no maior mercado consumidor do mundo, possibilidade que pode injetar novas receitas na cadeia de proteína animal já nos próximos meses.
- Em resumo: China aceitou incluir miúdos suínos no protocolo, faltando apenas a formalização oficial.
O que ainda falta para os embarques começarem
Após a harmonização dos requisitos sanitários, resta a assinatura formal do documento. Só então o Mapa publicará orientações detalhando embalagens, rastreabilidade e certificação eletrônica, enquanto a autoridade aduaneira de Pequim ativa seus procedimentos internos. Segundo a G1 Economia, o mercado chinês respondeu por US$ 51,4 bilhões em compras de produtos agrícolas brasileiros em 2025, metade de todo o fluxo bilateral.
A abertura “define as condições de acesso ao principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, agregando valor a cortes antes pouco valorizados”, reforçou o ministério durante a missão oficial.
Impacto no preço do porco e no dia a dia do consumidor
Miúdos — como fígado, coração e língua — têm baixo preço médio no mercado interno. Com a demanda chinesa, frigoríficos podem monetizar melhor esses subprodutos, mantendo a oferta de cortes tradicionais e, potencialmente, evitando repasses de custos ao varejo nacional. Para o produtor, a valorização do animal inteiro diminui perdas e ajuda a equilibrar margens, num momento em que o IBGE aponta alta de custos de produção.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural