Paralisação pode se estender até 30 de agosto e mexer no bolso das famílias
Professores municipais de São Paulo – A categoria intensificou a mobilização por reajuste salarial e, sem acordo com a prefeitura, cogita manter a greve até o fim de agosto, ameaçando suspender aulas em centenas de escolas da capital.
- Em resumo: até 30/8, quase 1 milhão de alunos podem ficar sem aula enquanto docentes reivindicam reposição da inflação e melhores condições de trabalho.
Quanto custa parar as aulas na maior cidade do país
Com o ano letivo já avançado, cada dia sem classe representa custos extras de alimentação, transporte e cuidados para as famílias. Segundo dados compilados pelo G1 Educação, uma semana de paralisação pode exigir reposição de aulas aos sábados ou no recesso, elevando despesas operacionais da rede.
“O movimento só encerra quando houver proposta que cubra a inflação acumulada e valorize a carreira”, alertou o sindicato em nota oficial.
Reajuste pedido e o peso da inflação na folha de pagamento
Os docentes querem recompor as perdas causadas por uma inflação de 4,5% nos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE. Caso o pleito seja atendido, o impacto anual na folha da educação municipal pode chegar a R$ 820 milhões, valor ainda inferior ao déficit estimado caso a greve prolongue e gere reposições obrigatórias.
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