Descubra o simples ajuste que melhora a digestão sem alterar o sabor
Feijão carioca (e seus “primos” preto, fradinho e jalo) – Um hábito comum, praticado por quem quer ganhar tempo na cozinha, pode estar deixando o prato mais indigesto do que precisa, alertam nutricionistas recentemente.
- Em resumo: Cozinhar o grão na mesma água em que ele ficou de molho mantém substâncias que provocam gases.
Por que a troca de água faz tanta diferença?
A casca do feijão é rica em oligossacarídeos, carboidratos que não são quebrados no estômago e fermentam no intestino. Quando o grão permanece “mergulhado” e a mesma água entra na panela de pressão, esses compostos seguem intactos, explica nota técnica do Ministério da Saúde.
Descartar a água do demolho reduz em até 60% os fatores antinutricionais que geram flatulência, sem perda significativa de minerais, apontam estudos publicados na Revista de Nutrição da USP.
Economia doméstica: menos gás do botijão e mais conforto
Além de evitar desconforto abdominal, trocar a água ajuda a acelerar o cozimento: grãos hidratados em água nova atingem o ponto até 10 minutos antes, segundo teste do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Isso significa menos consumo de gás de cozinha — item que subiu 8,2% nos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE.
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