Papelão, vidro ou plástico: como o novo debate muda a coleta na sua rua
Associação Brasileira de Embalagem (Abre) — Reunindo cerca de 900 profissionais na capital paulista em 15 e 16 de abril, o Fórum Abre de Sustentabilidade colocou a circularidade das embalagens no centro da estratégia de negócios, tema que pode alterar preços, tributos e até a frequência com que seu lixo é recolhido.
- Em resumo: Circularidade deixa de ser projeto isolado e passa a ser critério de competitividade para toda a cadeia de consumo.
Por que a circularidade saiu do papel
Com representantes da indústria, governo e recicladores, o encontro destacou que, sem estrutura robusta de coleta e logística reversa, o Brasil desperdiça matéria-prima e dinheiro. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, apenas 4% dos resíduos urbanos entram na reciclagem formal, índice muito abaixo da meta de 22% estipulada para 2028.
“A mensagem principal do Fórum foi provocar as empresas a colocar a circularidade como estratégia de negócio, e não mais como iniciativa pontual”, ressaltou Luciana Pellegrino, presidente executiva da Abre.
Como isso impacta o bolso e a rotina doméstica
Embalagens desenhadas para retornar ao ciclo produtivo reduzem custos de matéria-prima em até 30%, segundo estudos da Fundação Ellen MacArthur. Esse desconto tende a chegar às gôndolas, mas só se a reciclagem for viável na ponta. Para o consumidor, separar corretamente plástico, metal e vidro pode ajudar a derrubar a tarifa de lixo — que algumas prefeituras já calculam de acordo com o volume encaminhado a aterros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Associação Brasileira de Embalagem