Entenda por que a métrica de vendas ganhou status de “critério de ouro” no festival
Ary Nogueira – recém-contratado como diretor-executivo de criação da WMcCann – acaba de assumir vaga no júri Social & Creator do Cannes Lions 2026, que ocorre de 22 a 26 de junho. O brasileiro antecipa que, na edição que marca a convergência entre IA, redes sociais e creators, “ideia e efetividade caminham juntas” – e essa combinação deve decidir os Leões.
- Em resumo: Campanhas que gerarem conversa e venda, na mesma medida, tendem a dominar o pódio.
O que o júri quer ver nas redes em 2026
Segundo Nogueira, Social & Creator virou vitrine de comunicação contemporânea. A busca é por cases que transformem fãs em promotores e, acima de tudo, em compradores comprovados. O movimento acompanha o salto de 21% no investimento global em marketing de influência, projetado para R$ 22,7 bilhões em 2026, de acordo com levantamento da Exame.
“Ideia boa que não traz resultado não se sustenta; o júri vai privilegiar quem prova retorno em tempo real”, resume o criativo.
Por que isso impacta o bolso das marcas brasileiras
Dados do IAB Brasil indicam que cada R$ 1 investido em mídia digital gera, em média, R$ 2,80 em receita. Ao alinhar storytelling com KPI de performance, a tendência é acelerar esse ROI, algo essencial num cenário em que o custo de aquisição de cliente subiu 14% nos últimos 12 meses. Para companhias locais, conquistar reconhecimento em Cannes pode reduzir até 20% o CAC, graças ao prestígio internacional e ao efeito de prova social entre consumidores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Propmark