Renegociação de dívidas pode mexer imediatamente com suas aplicações
Novo Desenrola Brasil — Ao liberar o FGTS para abater débitos, o programa injeta dinheiro na economia e, segundo analistas, pode pressionar preços justamente quando a inflação já sente os reflexos do conflito no Oriente Médio.
- Em resumo: consumo mais forte sustenta Selic acima de 13% e pode turbinar a cotação do dólar.
Juros pós-fixados mantêm vantagem, mas volatilidade deve crescer
Projeções compiladas no Boletim Focus indicam Selic na casa dos 13% até o fim de 2026 — bem acima das apostas feitas antes da guerra. Já bancos como Itaú e Goldman Sachs falam em 13,25% a 13,50% ao ano. Para o investidor de curto prazo, aplicações de liquidez diária atreladas a Selic e CDI seguem atrativas, enquanto títulos prefixados podem oscilar com cada nova leitura de inflação. Dados do Banco Central divulgados à imprensa mostram juro real projetado perto de 8,5% em 2027.
Se o IPCA subir além de 4,8% este ano, o retorno real dos títulos atrelados à Selic ainda supera IPCA + 8%, mas o preço dos papéis longos tende a balançar.
Bolsa ganha fôlego em varejo e construção, mas câmbio pede atenção
Mais famílias “com nome limpo” beneficiam varejistas como Magalu e redes de shopping, além de construtoras focadas no Minha Casa Minha Vida. Já no câmbio, qualquer dúvida sobre o equilíbrio fiscal — por causa do uso do FGO como garantia — pode levar o dólar a testar níveis mais altos. Por outro lado, o elevado diferencial de juros mantém o Brasil no radar de capital internacional, ajudando a conter movimentos extremos.
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