De set improvisado no Rio a roteiro obrigatório para influenciadores globais
Rocinha – Em questão de semanas, a cena de alguém entrando na laje, sentando na cadeira ao som de “Baianá”, do Barbatuques, enquanto o drone revela mar, Cristo Redentor e o emaranhado de telhados, deixou de ser apenas um registro casual. O formato virou “passaporte” para criadores de Portugal, Nova York, Peru e São Paulo, disparando um novo sinal para quem vive – e vende – de atenção online.
- Em resumo: o vídeo espontâneo tornou-se linguagem global e reposiciona a periferia como epicentro criativo.
De viral a ativo de marca: quem chegar primeiro ganha relevância
Quando espanholas como Rosalía e estrelas como Madonna, Beyoncé e Dua Lipa passam férias ou gravam conteúdo em comunidades cariocas, não é turismo exótico: é termômetro cultural. Analistas de mercado lembram que o marketing de influência movimentou R$ 16,4 bilhões em 2023, segundo a Exame, e a procura por cenários “autênticos” cresce na mesma velocidade dos cliques.
“A laje da Rocinha mostra que a nova ordem cultural não nasce nos centros financeiros, mas nas periferias”, resume a coluna que viralizou nas redes de negócios esta semana.
O peso econômico das favelas já supera muitos centros tradicionais
Enquanto parte das empresas ainda hesita, os números falam alto: mais de 13 milhões de brasileiros vivem em aglomerados subnormais, de acordo com levantamento do IBGE. Este contingente injeta bilhões de reais por ano em consumo – e exporta códigos estéticos que agora viajam em drones pelo mundo.
O que você acha? Sua empresa está pronta para dialogar com essa potência criativa ou vai esperar a próxima laje viralizar primeiro? Para mais análises sobre comportamento e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação