Entenda como a nova queda dos juros pode mexer no seu orçamento já neste mês
Banco Central reduziu pela segunda vez consecutiva a taxa Selic, agora em 14,5% ao ano, movimento que tende a baratear empréstimos, crediário e até renegociações de dívidas a partir das próximas faturas.
- Em resumo: corte de 0,25 ponto percentual em plena tensão geopolítica pressiona bancos a rever taxas ao consumidor.
Porque o Copom decidiu cortar mesmo com a inflação em alta
A cúpula do Comitê de Política Monetária sinalizou que, apesar do IPCA-15 de abril ter acelerado para 0,89% (12 meses em 4,37%), há espaço para reduzir a trava sobre o crédito. Segundo dados do IBGE, a pressão maior hoje vem de combustíveis e alimentos, reflexo direto do conflito no Oriente Médio.
“Monitoramos o cenário externo e reconhecemos maior incerteza, mas a convergência inflacionária no horizonte relevante segue preservada”, destacou o comunicado do Copom.
Impacto prático: do financiamento imobiliário às compras no mercado
Com a Selic em 14,5%, as linhas de crédito pós-fixadas — como financiamentos habitacionais atrelados ao TR + Selic — tendem a recuar nas próximas semanas, aliviando parcelas. Já quem usa o rotativo do cartão poderá ver queda gradual nas taxas, hoje acima de 400% ao ano.
Para o varejo, juros menores significam capital de giro mais barato. Supermercados e indústrias podem repassar parte dessa economia para o preço final, ajudando a conter novos picos de inflação. Enquanto isso, projeções do boletim Focus apontam IPCA de 4,86% em 2026, ainda acima da meta de 4,5%, mas a expectativa é de revisão caso o dólar se estabilize.
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Crédito da imagem: Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil