Setor sente o freio e busca estratégias para manter rentabilidade
KPMG — O número de fusões e aquisições em telecomunicações e mídia encolheu de 36 para 27 operações em 2025, recuo de 25% que acende luz amarela para quem investe ou trabalha na indústria de conteúdo.
- Em resumo: Menos negócios, mas aporte total perto de R$ 267 milhões indica capital ainda disponível para quem prova valor.
Investidores miram música e áudio mesmo com cenário mais cauteloso
Embora o volume de transações tenha diminuído, o segmento de música e áudio concentrou os maiores cheques, caso da Série A da Music AI, que captou US$ 40 milhões. Segundo o sócio de M&A Rodrigo Guedes, “o movimento é de consolidação, com players estratégicos ampliando portfólio”. Dados de mercado compilados pelo G1 Economia mostram que essa procura por ativos rentáveis segue tendência global de busca por receitas recorrentes.
O streaming se consolida como base de consumo, enquanto o retail media avança na integração entre marcas e plataformas, aponta a KPMG.
O que essa freada representa para profissionais e anunciantes
Com 79% das transações acontecendo dentro do país, São Paulo manteve a liderança (sete negócios), mas viu o Rio de Janeiro dobrar participação. Para agências, produtores de conteúdo e anunciantes, a mensagem é clara: ativos digitais bem posicionados permanecem no radar, porém precisam comprovar audiência e diversificação de receita — critérios que pesam mais quando o crédito encarece e o dólar oscila.
Historicamente, ciclos de menor apetite por M&A costumam anteceder ondas de inovação focadas em eficiência. Em 2020, por exemplo, o setor registrou retração semelhante antes de disparar com a popularização dos podcasts e da publicidade segmentada via dados, mostram relatórios da própria consultoria. Quem conseguir otimizar custos agora pode colher valorização quando o capital voltar a fluir.
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