Entenda como o excesso de água na lavoura pode mexer no preço do grão
Safra de arroz 2025/2026 – Produtores do Sul e do Centro-Oeste acompanham com apreensão a chegada de chuvas acima de 100 mm em plena reta final da colheita, cenário que pode reduzir a oferta e, por tabela, pressionar o valor do pacote nas gôndolas.
- Em resumo: Volumes extremos previstos para Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem atrasar a colheita e elevar custos.
Por que a chuva preocupa agricultores do Sul
A região que concentra 82 % de toda a área colhida, liderada pelo Rio Grande do Sul, tem janela apertada para retirar o grão do campo. A partir de 3 de maio, modelos meteorológicos indicam novas frentes frias com precipitações superiores a 100 mm, sobretudo no litoral sul catarinense. De acordo com dados do IBGE sobre inflação de alimentos, a oferta de arroz influencia diretamente a variação da cesta básica, puxando ou segurando o índice oficial de preços ao consumidor.
Na última semana, meteorologistas alertaram que “qualquer atraso de três a cinco dias pode comprometer a qualidade do grão”, sobretudo quando há risco de vento forte e granizo no norte gaúcho.
Reflexos possíveis no bolso e na mesa do consumidor
O arroz faz dupla histórica com o feijão na mesa do brasileiro e responde, sozinho, por cerca de 10 % da ingestão calórica diária, segundo a Conab. Caso parte da produção seja perdida por excesso de umidade, tradings podem recorrer a estoques menores ou à importação, repassando a diferença ao varejo. Em 2023, por exemplo, o preço médio do quilo subiu 6,4 % em apenas dois meses quando a colheita atrasou no Sul.
O que você acha? O consumidor está preparado para pagar mais pelo pacote de 5 kg se a chuva não der trégua? Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural