Do “proteger alimento” ao “encher lixões”: onde você entra nessa conta?
Indústria de embalagens — Responsável por manter comida fresca e produtos intactos, o setor hoje é apontado como vilão do aumento de custos de reciclagem e da pressão sobre taxas de lixo domiciliar, que encarecem a tarifa de coleta em várias cidades brasileiras.
- Em resumo: quanto mais embalagens vão para o lixo comum, maior o custo repassado ao consumidor em impostos e serviços urbanos.
Da casca de banana ao código de barras: uma história de conveniência
Folhas de bananeira, cabaças e porongos foram “os primeiros potes” de povos originários. Séculos depois, o café brasileiro ganhou sacas estampadas para evitar fraudes, inaugurando a embalagem com identidade. A partir da Revolução Industrial, produção em massa explodiu e, com ela, a necessidade de atrair compradores nas gôndolas — origem da embalagem como peça de marketing. Segundo dados do IBGE sobre geração de resíduos, o volume de lixo urbano cresceu mais de 20% na última década, puxado, sobretudo, por plásticos de uso único.
“O poder de decisão está na mão do ser humano”, alerta o pesquisador Ricardo Sastre, sublinhando que a embalagem em si não é boa nem ruim: tudo depende do nosso consumo e descarte.
Por que isso afeta diretamente sua carteira?
Quando a coleta seletiva falha, municípios precisam destinar resíduos a aterros mais distantes, elevando gastos logísticos que voltam na forma de taxas de lixo ou IPTU mais alto. Já em casa, comprar refis ou produtos a granel costuma baratear até 30% do preço final, segundo cooperativas de consumo. Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê metas para fabricantes; se elas não forem cumpridas, custos extras podem ser repassados na etiqueta.
O que você acha? Você toparia trocar embalagens descartáveis por refis ou granel para aliviar o bolso e o planeta? Para mais dicas e informações, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / EmbalagemMarca