Nova linha pretende reduzir juros e frear onda de recuperações judiciais
Governo Federal avalia, recentemente, uma linha de financiamento feita sob medida para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões, justamente as que hoje pagam caro para rolar dívidas em plena escalada da inadimplência.
- Em resumo: garantias do PEAC e até o FGTS podem funcionar como “seguro” para o banco e baratear o empréstimo.
Garantia pública vira “escudo” contra juros de dois dígitos
Na prática, o Executivo quer ampliar o uso do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) — já administrado pelo BNDES — e replicar a lógica do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. Segundo relatório do Banco Central, o risco de crédito subiu no segmento de micro, pequenas e médias, empurrando as taxas acima da Selic.
Para cada real tomado, parte da perda fica com o fundo garantidor; assim, o banco sente menos o calote e pode reduzir o spread cobrado da empresa.
FGTS na mesa: alívio rápido ou ameaça ao trabalhador?
Uma das cartas mais polêmicas é usar o saldo do FGTS como colateral. A ideia exigiria aval do Conselho Curador e mudança em lei, mas daria fôlego imediato a companhias que já respondem por milhares de empregos. Economistas lembram que o Brasil encerrou 2025 com 2,5 mil pedidos de recuperação judicial, recorde histórico, refletindo o peso dos juros reais sobre o caixa.
Se a proposta avançar, médios empreendimentos poderão renegociar passivos com parcelas menores, ganhar fôlego para investir e até segurar demissões. Já para o trabalhador, o cuidado é garantir que o fundo permaneça saudável, evitando rombos que comprometam saques futuros.
O que você acha? Garantir o crédito via FGTS é caminho certo ou risco desnecessário aos trabalhadores? Para mais análises sobre consumo e finanças, acesse nossa editoria especializada.
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