Presidente acusa Europa de desconsiderar pegada de carbono brasileira e travar a transição energética
Etanol de cana-de-açúcar — Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado recentemente em Hanôver, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a liderança brasileira em biocombustíveis e alertou que novas regras da União Europeia podem encarecer a oferta de combustível limpo, afetando o bolso do consumidor e o ritmo da descarbonização global.
- Em resumo: UE revê normas que podem desconsiderar a baixa emissão do etanol brasileiro e criar barreiras de mercado.
Por que a União Europeia quer mudar o jogo?
Bruxelas revisa o regulamento de biocombustíveis para alcançar a meta de 50% de renováveis até 2050. Segundo dados do IBGE, o Brasil já ultrapassou esse patamar em 2025, com vantagem de custo e menor pegada de carbono. A crítica principal de Lula é que o novo “mecanismo unilateral” europeu despreza métricas nacionais de sustentabilidade no uso do solo.
“Nosso etanol reduz emissões em até 90% frente à gasolina, mas a nova regra ignora essa realidade e prejudica produtores brasileiros”, afirmou o presidente durante o evento.
Impacto direto no seu tanque e no orçamento doméstico
Especialistas alertam que barreiras comerciais podem limitar a oferta de etanol no mercado internacional, pressionando preços e retardando a migração para combustíveis mais limpos. No Brasil, combustíveis ainda representam fatia relevante do custo de vida apontado pelo IPCA. Quanto maior a demanda externa travada, menor o incentivo para investimentos que poderiam baratear o litro na bomba local.
O que você acha? A UE deveria reconhecer a pegada de carbono do etanol brasileiro antes de impor novas barreiras? Para mais análises sobre consumo e energia, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Foto: Ricardo Stuckert / PR / Agência Brasil