Planejamento financeiro é decisivo para não estourar o cartão
Rico – Um estudo divulgado recentemente calcula que acompanhar a Copa do Mundo de 2026 direto das arquibancadas pode consumir de R$ 34,4 mil a R$ 50 mil do orçamento de um casal, a depender do roteiro escolhido. O valor assusta, mas a boa notícia é que quem começa a se organizar agora tem chances reais de reduzir drasticamente o desembolso e ainda driblar a alta do dólar.
- Em resumo: viajar 7 dias para 1 jogo sai a R$ 34,4 mil; já 11 dias e 2 partidas elevam a conta a R$ 50 mil.
Sete ou onze dias? Entenda o peso de cada escolha
A diferença principal entre os pacotes simulados está no número de cidades e de ingressos. Ficar em apenas uma sede corta trechos aéreos internos e barateia hospedagem. Segundo o levantamento, a categoria “hotel” representa quase 40% da despesa total. Se a inflação de serviços seguir a projeção do IBGE, cada ponto percentual de alta pode acrescentar cerca de R$ 190 no cenário enxuto.
“Assistir a uma Copa no estádio é viver a história do esporte, mas sem planejamento vira sufoco financeiro”, alerta Maria Giulia Figueiredo, analista da Rico.
Juros compostos: seu 12º jogador contra a alta do dólar
Quem pretende gastar os R$ 50 mil precisaria aplicar R$ 3.961 por mês durante um ano, considerando rendimento de 1,02% a.m. Já quem começar quatro anos antes pode reduzir o aporte a R$ 585 mensais, partindo de um depósito inicial de R$ 10 mil. Isso significa desembolsar R$ 9 mil a menos ao longo do período – economia que pode cobrir alimentação e transporte local.
Além de investir cedo, vale diversificar a poupança em ativos atrelados ao câmbio, como fundos cambiais, para compensar eventuais disparadas do dólar na temporada pré-Copa. Flexibilidade de datas e de categorias de ingresso também ajuda a negociar preços melhores na abertura das vendas oficiais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters