Entrada de 60% e custos embutidos podem mudar a matemática
BYD Song Plus — O SUV híbrido plug-in ganhou, recentemente, um plano do Santander que promete taxa zero e prestações de R$ 2.910,03 ao longo de 36 meses, mas exige atenção aos detalhes que impactam diretamente o bolso do motorista.
- Em resumo: parcela baixa, mas com entrada de R$ 149.994 e CET de 3,09% ao ano.
Taxa zero esconde CET de 3,09% ao ano
Apesar da propaganda de “juros 0%”, o contrato inclui tarifa de cadastro de R$ 1.149, IOF e taxas de registro a partir de R$ 305,97. De acordo com levantamento do Idec, esses encargos formam o Custo Efetivo Total, parâmetro que permite comparar propostas de crédito de forma transparente.
O valor total desembolsado ao fim do prazo chega a R$ 254.755,21 — apenas R$ 4.765 a mais que o preço à vista, mas concentrado em uma entrada de 60%.
Bônus na troca e cenário de elétricos podem aliviar a conta
Para quem possui um usado, a BYD concede bônus de R$ 20 mil (modelos BYD) ou R$ 10 mil (outras marcas). Isso pode reduzir a quantia inicial sem elevar o valor financiado, estratégia relevante em um mercado que viu as vendas de híbridos e elétricos crescerem 147% no último ano, segundo dados da associação setorial.
Mesmo com o alívio, especialistas recomendam simular cenários: se o orçamento mensal comporta R$ 2.900, talvez valha comparar com aplicações de renda fixa que superam 10% ao ano; assim, parte da entrada poderia render mais que o CET do contrato.
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Crédito da imagem: Divulgação / BYD