Queda na representatividade acende alerta no mercado publicitário
Cannes Lions – O festival de criatividade confirmou, na última quinta-feira (16), que apenas 23 brasileiros integrarão os júris de 2026, contra 33 nomes no ano passado. Menos vozes na Riviera Francesa significam menos chances de negócios, networking e premiações para agências do país.
- Em resumo: participação brasileira cai 30% em dois anos, de 33 para 23 jurados.
Menos cadeiras, mais disputa entre agências
A queda reflete um cenário global de competitividade. Segundo dados da Exame sobre investimentos em publicidade, marcas estão revisando budgets e priorizando resultados mensuráveis, o que pressiona festivais a enxugar custos e ampliar diversidade regional.
Em 2024, foram 36 profissionais; em 2025, 33 — agora, apenas 23 brasileiros julgarão os trabalhos em Cannes Lions 2026.
Oportunidades e riscos para o Brasil na vitrine global
A diminuição coincide com a estreia de jurados da República Dominicana e da Venezuela, sinal de que a América Latina ganha capilaridade, mas dilui o peso do Brasil. Para quem busca leões, o recado é claro: cases devem chegar ainda mais lapidados às shortlist, já que o lobby presencial será menor.
Especialistas lembram que o festival segue vitrine de tendências, especialmente em categorias quentes como Brand Experience & Activation e Entertainment for Gaming. Marcar presença nos palcos continua vital para atrair talentos e clientes internacionais, mas exige planejamento antecipado e maior investimento em métricas de eficácia – indicador decisivo na nova economia da atenção.
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Crédito da imagem: Divulgação / Cannes Lions