Proposta mira blindar motoristas de oscilações internacionais do petróleo
Sistema Faesp/Senar – Ao defender a elevação imediata da mistura de biodiesel de 15% para 30% (B30) e um teor ainda maior de etanol na gasolina, a entidade aposta em redução de custos para quem abastece e em menor pressão inflacionária no médio prazo.
- Em resumo: dobrar o biodiesel no diesel e passar de 30% de etanol na gasolina poderia segurar futuros repiques de preço provocados por conflitos externos.
Por que agora? Guerra pressiona petróleo e conta chega à bomba
Segundo Tirso Meirelles, presidente da Faesp, a volatilidade criada pelo conflito no Oriente Médio exige soluções estruturais. Ele lembra que o Brasil domina o ciclo do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) há cinco décadas, o que permitiria avançar rápido para um etanol acima dos 30% já praticados.
“Poderíamos estar tranquilamente com o B30 e isso desafogaria todo o processo”, afirmou Meirelles ao projetar alívio imediato para o bolso do consumidor caso o diesel fóssil volte a disparar.
Ganhos para o bolso, para o campo e para o clima
Além de conter reajustes nas bombas, a medida ampliaria a demanda por soja e sebo bovino – principais matérias-primas do biodiesel – aquecendo a renda no campo e reduzindo emissões de CO₂. Para o motorista, cada ponto percentual extra de biodiesel representa menor dependência de um petróleo sujeito a câmbios e tensões geopolíticas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil