Queda de desempenho aciona sirene para panificadoras e consumidores
Trigo de inverno dos EUA – O último boletim do USDA indica que apenas 34% das lavouras estão em condição boa ou excelente, 1 ponto percentual abaixo da semana anterior e bem distante dos 47% vistos há um ano. Essa deterioração pode bater no bolso do brasileiro via alta no preço do pão e de derivados, já que o país importa boa parte do cereal norte-americano.
- Em resumo: Menos qualidade na safra americana eleva o risco de encarecimento de farinha, massas e biscoitos no curto prazo.
Dados oficiais mostram plantio atrasado e clima desfavorável
Além da queda na avaliação de qualidade, o USDA relatou que somente 11% das áreas de trigo perfilharam – etapa crucial para o rendimento –, contra 8% no mesmo período de 2023 e 7% na média de cinco anos. Outro sinal de alerta: o plantio da safra de primavera avançou apenas 6%, um ponto abaixo da média histórica. O relatório norte-americano ainda detalhou que o ritmo está lento também para milho (5%), soja (6%) e algodão (7%). Todos esses números reforçam o cenário de oferta apertada.
Se a qualidade continuar caindo, moinhos devem recorrer a lotes premium, repassando custos à cadeia de panificação – efeito que geralmente chega ao consumidor em poucas semanas.
Impacto direto na mesa do brasileiro
O Brasil compra em média 6 milhões de toneladas de trigo por ano, e os Estados Unidos são um dos fornecedores estratégicos. Qualquer aperto na produção americana costuma pressionar as cotações internacionais e, por consequência, o preço interno. Em abril, o IPCA do IBGE apontou alta de 0,37% no grupo panificados, tendência que pode ganhar força caso o quadro de oferta não melhore.
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Crédito da imagem: Divulgação / Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil