Falta de chips encarece projetos e força startups a cortar funções
Nvidia – O valor para alugar suas GPUs Blackwell subiu de US$ 2,75 para US$ 4,08 por hora em apenas dois meses, um salto de 48% que ameaça o custo de bots, assistentes virtuais e até ferramentas de automação usadas no dia a dia corporativo.
- Em resumo: a conta de computação virou gargalo e já cancelou produtos como o gerador de vídeo Sora.
Preços disparam e big techs já escolhem quem pode usar
Com a procura por IA “agêntica” explodindo, provedores passaram a racionar capacidade ou subir tarifas. A CoreWeave elevou valores em mais de 20% e impôs contratos de três anos, segundo levantamento citado pelo portal Exame.
“Existe uma enorme restrição de capacidade como nada que eu tenha visto”, alerta J.J. Kardwell, CEO da Vultr, ao explicar que a energia de data centers até 2026 já está comprometida.
Impacto no fluxo de caixa e na produtividade das empresas
Para quem depende de IA para gerar código ou atender clientes, as falhas recentes em serviços como Claude (disponibilidade de 98,95% nos últimos 90 dias) significam lentidão, paradas inesperadas e ajustes nas previsões de receita. Especialistas lembram que, em ciclos passados — internet nos anos 2000 ou telecom nos 90 —, a escassez acabou repassada ao consumidor final, seja via planos mais caros, seja via recursos limitados.
Um efeito prático já visível é a priorização de clientes corporativos premium. Pequenas startups, que alimentam seu produto na nuvem, relatam horas em fila de espera ou recuos para modelos menos avançados, o que pode reduzir a competitividade justamente num momento de alta exigência por automação.
E você? Sua empresa teria caixa para bancar esse aumento de 48% na computação? Conte nos comentários. Para mais análises sobre consumo e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
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