Fundadora da Nation aponta como o bombardeio de tendências afeta agências e anunciantes
Propcast — No mais recente episódio da série “Creativity: dead or alive?”, a plataforma de entrevistas recebeu Luciana Haguiara, fundadora e CCO da Nation, para analisar por que o setor criativo parece “travado” em meio a tantas incertezas e novidades tecnológicas.
- Em resumo: Bombardeio de previsões e ferramentas gera sensação de angústia, não apatia, entre profissionais de criação.
Festival D&AD 2026 vira termômetro da reinvenção criativa
Haguiara aterrissa em Londres, nos dias 19 e 20 de maio, como jurada da categoria Direct no tradicional D&AD. O prêmio, considerado um dos mais rigorosos do mundo, costuma antecipar formatos que logo chegam às campanhas brasileiras, impactando desde o orçamento de mídia até o preço final de produtos nas gôndolas.
“Todo mundo fica especulando o que vai ser da publicidade. Isso causa uma ansiedade nas pessoas. Para mim, é mais do que apatia, é angústia”, resume a executiva.
Por que isso importa para quem vende — e para quem compra
Quando a área criativa hesita, a consequência bate direto no bolso: campanhas menos ousadas reduzem o buzz orgânico nas redes, elevando custo de mídia paga e, indiretamente, pressionando margens de marcas de consumo rápido. Segundo dados do Observatório da Economia Criativa, a cada 1 ponto percentual perdido em atenção espontânea, empresas podem ter de aumentar em até 4% o investimento publicitário para manter vendas estáveis.
Haguiara defende que a solução passa por simplificar insights e investir em times multidisciplinares — prática que sua agência, a Nation, adota desde a fundação em maio de 2025. O modelo, diz ela, acelera testes de protótipos e reduz desperdício de verba em ideias que não dialogam com o consumidor final.
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Crédito da imagem: Divulgação / Propcast